Carlos Eduardo Novaes começou sua criação de nelore em 1965 em uma fazenda de sua família em Jaboticabal/SP, a Fazenda São José. O início deu-se com alguns animais adquiridos de um primo, Sérgio Piza, importante criador e selecionador da época.
Pouco depois, Cadu comprou alguns animais da marca C5 (J. Humberto Rodrigues da Cunha) na Exposição de Uberaba, e no ano seguinte, um expressivo lote de vacas Santa Aminta, de T. Eduardo Duvivier, o mais premiado e importante criador de então.
Posteriormente foram incluídos no rebanho animais da faz Brumado, de Rubico Carvalho, e da Fazenda Indiana.
Com se pode ver, a origem do rebanho NELORE CEN, que em 2005 completou 40 anos, se deu a partir de rebanhos que já vinham sendo selecionados há muitas décadas.
Desde o início, o trabalho de seleção era focado no aumento de produtividade, sempre procurando manter as excelentes características raciais do lote inicial, que tinha entre ele diversas vacas premiadas em exposições e também alguns campeões nacionais.
O início da coleta e congelamento de sêmen deu-se em 1966 na própria Fazenda São José, iniciativa que pouco tempo depois originou a PLANTEL, uma das empresas pioneiras na coleta e distribuição de sêmen de Zebu no Brasil. Desde aquela época, utilizou-se maciçamente a inseminação artificial, sempre com touros escolhidos por sua performance e conformação, prática mantida até hoje.
Na década de 70, Cadu exportou animais NELORE CEN para diversos países, como Argentina, Paraguai, Peru, Angola e Moçambique. Em outra iniciativa inovadora, e juntamente com José Eduardo Prata Carvalho (Ado) e Gerson Prata, fundou a Remate Leilões, uma das empresas pioneiras na comercialização de gado em leilões em São Paulo.
Em 1986, a seleção NELORE CEN foi instalada na Fazenda Crioula em Valparaiso, na região de Araçatuba, SP, onde, além da pecuária, produzia cana de açúcar.
Desde então, Cadu continua adotando práticas e tecnologias pioneiras no desenvolvimento da raça.
A Fazenda Crioula tem hoje aproximadamente 2.800 cabeças de gado registrado.